Coleção de Poesias
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Abaixo os poemas aprovados. APRECIE SEM MODERAÇÃO!
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Ah... Poesia!
Poesia que me invade e me alivia;
penetra suave em minh'alma
e em pouco tempo me acalma.
A mente voa num lampejo,
minha amada à frente vejo.
Doce espírito embriagado,
a você, Poesia, obrigado.
Olho para o céu, uma luz cintilante,
esparge seu reflexo na garrafa brilhante.
Mais um gole então trago,
lembro-me de teu carinhoso afago.
Abraço minha Poesia com carinho
e com ela sigo o meu caminho.
Sei que não estou sozinho nesta jornada,
você, minha companheira idolatrada,
que conhece meus segredos, minha luta,
sabes bem que nenhum filho da puta
poderá separar-me da minha amada.

Saudações etílicas.
Marcos Eduardo Rizola
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TERRA NATAL
Que saudade de suas serras
Dos pés descalços na terra
Da água tão cristalina
Das cachoeiras e fontes
Das veredas e dos montes
Do luar que me fascina!
Cidade repleta de graça
Com a garotada na praça
No clube há sempre dança
O trenzinho faz a festa
Que saudade hoje me resta
Dos meus tempos de criança.
Terra de solo fecundo
De amores mais profundos
Onde eu vivia feliz
Com as coisas daquele rincão
O apito do trem na estação
Os sinos da Igreja Matriz.
Saudades da juventude
Dos anseios, da inquietude...
Das melodias da outrora
De minha família, meu lar
E do imenso pesar
Que senti ao ir embora.
O tempo não vai mais voltar
Por isso faz bem relembrar
Os dias da felicidade
E da imensa euforia
Que pude viver um dia
Na minha querida cidade.
O verde aqui tão escasso
Lá ocupa todo espaço
A preservar e envolver
A cidade interiorana
Acolhedora e humana
Que um dia me viu nascer.
O céu límpido e azulado
De nuvens brancas rendado
Num lindo e perfeito contraste
Não é como o céu cinzento
Que vejo a todo momento
Com fumaça em toda parte.
O ar é puro e cálido
O viver é mais seguro
Sem a sombra da impaciência
Que me deprime e apavora
Na vida que levo agora
Tão cercada de violência.
A mente na mais apaga
E a saudade ainda vaga
Mas de uma coisa hoje eu sei
Trago a nítida lembrança
Dos meus tempos de criança
Na terra que sempre amei.
Pudera eu lá viver
E à saudade não me ater
Reviver os bons momentos
Sentar-me no banco da praça
Ouvindo a banda que passa
Para meu deleite e contento.
Sentir o cheiro da mata
Rever as lindas cascatas
Pelos vales e campinas
Poder correr novamente
Apreciar o sol poente
E as belezas lá de Minas.
Ver coretos e capelas
Suas praças e vielas
Sentir o calor humano
Daquela gente hospitaleira
Da minha cidade mineira
Que um dia deixei por engano.
Quero apreciar o rochedo
Emaranhar-me no arvoredo
Dar vazão a minha ânsia
Cantar cantigas de roda
Que aqui já saíram de moda
Rever os amigos de infância.
Contemplarei o cenário
Ouvindo o som dos canários
Ficarei por conta disso
Apenas matando a saudade
Da vida na minha cidade
Sem dar trela aos compromissos.
Já me sinto em viagem
Descortinando a paisagem
Num fascínio sem igual,
Eis que surge altaneira
Minha cidade mineira
A minha terra natal!
Lourdes Neves Cúrcio, escritora, Bacharel em Direito, mineira, é natural de São João Nepomuceno-MG, cidade da Zona da Mata mineira.
Reside atualmente na cidade de Barra Mansa-RJ e é funcionária pública aposentada.
Membro efetivo da Fundação Cultural Del?Secchi e da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores - AVSPE, é autora do livro REFLEXÕES POÉTICAS (à venda na Loja Virtual do site www.celeirodeescritores.org) e de inúmeras poesias, crônicas e contos publicados em dezenas de Antologias Literárias.
Foi premiada em diversos Concursos Literários de âmbito nacional e internacional.
É participante da Câmara Brasileira de Jovens Escritores, do Celeiro de Escritores, da Antologia Poética Valdeck Almeida de Jesus e da Antologia Del'Secchi.
9 - Publicado em 12 de Maio de 2010.
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RECEITAS DA CACHAÇA
Quase suco bom, feito com limão,
Quem sabe maracujá,
Mais um toque de grande graça,
Mas se for fazer caipirinha,
Na verdade é feita com cachaça.
Toma-se em qualquer lugar,
Também em forma de coquetel,
De canudinho é só sugar,
Também tem muita graça,
Mas no bar ou no motel,
Só é caipirinha se for de cachaça.
Em uma coqueteleira,
Macere bem o limão,
Ponha uma porção de açúcar,
Adoçante, qualquer adoçadeira,
Se não tiver mexedor, use a própria mão,
Só não vale ficar parado, nem mesmo fundir a cuca,
Porque só é mesmo caipirinha,
Se for feita com cachaça,
Feita pra você, pra mim feita todinha.

GRIMOALDO J. C. LINS
Maceió - Alagoas.
grimomolins@yahoo.com.br
8 - Publicado em 29 de abril de 2010.
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Um Trago Goela Abaixo!
(Luís Lemos)
Um gole, num dia chuvoso ou ensolarado
Papo entre amigos, um botequim
A cada estrela que brilha no céu
As palavras escritas no papel
Certa canção que para nós se faz desse modo
Simplesmente ao lado do copo e do cinzeiro um litro de cachaça
Que bebida enfumaçada
Entre os retratos que discorri
Para sempre encherei a cara
Em comemoração a existência de um verbo chamado beber
Popularmente conhecida, um brinde a garrafa
Grande advento da tecnologia
Objeto de desejo de todo mundo, bens de consumo
Filosofia de boteco, idéia no lugar certo
Com mesas, cadeiras e se puder aumenta o som aí
Outro gole mais som rolando
E eu continuo me embriagando
Hoje é dia de tomar algumas doses
Prosear molhando a boca e sentindo o prazer
A que entregamos o nosso ser
Em plena explosão de sentimentos
Bebendo todos os pensamentos
Santa boemia, bares e seus redutos
Vida que nós mesmos escolhemos
E caminhos que nós mesmos seguimos
Tin tin, amada cachaça.

Luís Lemos
luislemos7@hotmail.com
twitter.com/luislemos7
7 - Publicado em 15 de março de 2010.
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Vídeo Poesia - A Vergonha Partiu
Carlos Latuff
6 - Publicado em 20 de janeiro de 2010.
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TRIBUTO AO CAMPONÊS
(Carlos Latuff)
Surge na paisagem
um camponês de passagem
fitando a fazenda sem fim.
Em seu peito não há paz
É sua convicção que o faz
caminhar decidido assim.
Pra que você entenda
o ódio dele pela fazenda
só sendo pobre enfim.
Solitário, o lavrador avança
um cavaleiro contra o castelo
tendo a foice como lança.
Os pistoleiros acham graça
enquanto deslizam cartuchos
pros seus rifles de caça.
Mas o camponês não estava sozinho.
Do horizonte que parecia deserto
mais pessoas a caminho.
O sorriso do capataz,
agora então se desfaz.
O ímpeto do povo
que derrubou grades e portões
fez cair também
os jagunços valentões.
Chega a polícia e seus pelotões
cujas fardas camufladas
só não camuflam as intenções.
Mas o camponês que enfrenta
malária e onça parda,
não tem medo de bicho
nem de jagunço de farda.
A terra que antes fôra
prostituída pelo fazendeiro
volta agora as mãos do povo
seu destino verdadeiro.
Dela agora brotam lares
alimentos e esperança.
Porque não é questão de esperar
quem luta é quem sempre alcança.

Carlos Latuff
5 - Publicado em 20 de janeiro de 2010.
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CACHAÇA POESIA
(Argentino Vidal)
Gotas doces do bagaço destilada
No fulgor do cobre é aromada
Purificado o sabor canavial
Nasce aguardente sem igual
No carvalho com o tempo toma cor
Realçando ainda mais o seu sabor
Seu buquê açucarado inconfundível
Torna-se um drinque irresistível
É bebida aguardente magistral
Genuinamente de origem nacional
Pode ser na caipirinha brasileira
Ou tomada naturalmente à mineira
Munhoz com sua alquimia
Produz como poema, a Cachaça Poesia

Argentino Vidal
ajvidal.blogspot.com - blog de literatura.
4. Publicado em 14 de outubro de 2009.
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a ressaca da palavra
tome, beba meus poemas,
dosagem de composição danosa,
estocadas em dialeto envelhecido,
palavras de safra duvidosa
tome, beba meus versos,
retórica mal fermentada
de conteúdo pouco encorpado
em grossa ironia destilada
tome, beba minha fábula,
pinga, cada palavra em seu gotejar
na dialética de baixo teor
e percepções de malte vulgar
tome, beba meu livro,
conteúdo de potabilidade precária
tontura de melancólica ressaca
sintoma de cirrose literária

Carlos Couto
http://twitter.com/Carlos__Couto
http://carloscouto.blogspot.com
3. Publicado em 15 de setembro de 2009.
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Cachaça é Poesia
Conheça Cachaça Poesia
Produzida no alto da Serraria
Na Fazenda Santa Fé de Bogotá
No seu dia não pode faltar
Prove a Cachaça Mineira
Você vai adorar
Será sua companheira
De todo dia se deliciar
Tome no frio para esquentar
E no calor para refrescar
Nas festas comemorar
Na tristeza nem pensar
A Poesia é feita de coração
Para o bem estar da nação
Prove e viva o sabor
Da mineira feita com amor
Poesia cachaça artesanal
Para alegria do capatáz
Vinda de um lindo canavial
Brinde a vida e a paz!

Miguel Pereira do Nascimento
Mestre Alambiqueiro
2. Publicado em 19 de setembro de 2009
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Poesia, você nunca me sacia.
“Minha Rainha, desde o primeiro instante em que nos vimos eu te escolhi, e ao te escolher te desejei, e ao te desejar eu te amei, e ao te amar eu te pus inteiramente em meu coração.
É porque tu restauras, mas não sacias. Nunca estou saciado de ti e jamais estarei.
É tamanha a tua doçura, tão admirável teu aroma tão sublime a tua constância, tão tamanha a beleza e a graça que coroam teu ser, que seria descortês tentar exprimi-las em palavras.
Continua boa, por que em ti está o meu bem, minha esperança e meu descanso. Mal acabo de acordar e minha alma te reencontra, guardada dentro de si.”

João Alexandre
1. Publicada em 25 de Julho de 2007
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